Instituto Kadila de Estudos Africanos e das Diásporas

  • Atenção: para visualizar e ampliar imagens e textos neste site, abra-o em modo para computador no navegador do seu celular


  • Instituto Kadila convida para palestra Filosofia Ntu e as Humanidades Clássicas na África


  • Instituto Kadila convida para a Oficina de Leitura 2026

    A Oficina de Literatura anual do Instituto Kadila retorna, em sua quarta edição, com o tema: “Escritoras afro-latino-americanas e caribenhas”. A proposta é criar um espaço de leitura, escuta e debate sobre narrativas produzidas por escritoras negras de diferentes territórios das Américas. Ao longo dos encontros, serão discutidas obras que atravessam experiências históricas e contemporâneas da diáspora africana, abordando temas como memória, colonialidade, território, ancestralidade, violência, identidade, gênero e resistência.

    Os encontros serão dedicados à discussão de textos previamente combinados, e o debate será pautado pela descontração e leveza, sem que com isso se perca o comprometimento com o grupo. A oficina pretende fortalecer o contato com vozes fundamentais da literatura afro-diaspórica das Américas, valorizando a produção intelectual de mulheres negras e estimulando a formação de leitores atentos às dimensões políticas, históricas e estéticas dessas narrativas.

    A oficina tem como ministrante Simone Pereira Schmidt, professora titular aposentada da UFSC que atua nos Programas de Pós-Graduação em Literatura e Interdisciplinar em Ciências Humanas, e cujas pesquisas concentram-se principalmente nos temas dos estudos feministas e das literaturas africanas e afrodiaspóricas. A coordenação é de Ilka Boaventura Leite, professora titular aposentada do departamento e do programa de pós-graduação em Antropologia da UFSC.

    Inscreva-se clicando aqui

    Encontros quinzenais com início em 8/4/2026

    Horário: Das 15h às 17h

    Evento com certificação!

    * Informações detalhadas sobre o local da oficina serão enviadas para o e-mail cadastrado.


  • Instituto Kadila convida para a exposição “50 anos da Independência de Angola”

    A exposição comemorativa “50 anos da Independência de Angola” será inaugurada nesta terça-feira, 11 de novembro, às 18h, no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal de Santa Catarina (MArquE/UFSC). A exposição apresenta aspectos da história de Angola, a guerra colonial, a guerra civil e a Independência em 1975. Traz também aspectos relevantes do país independente até a atualidade, tais como a geografia e as riquezas naturais, aspectos da vida social e cultural, as línguas e etnias, a questão educacional, a literatura, a música, a culinária, a urbanidade, entre outros.

    A mostra apresenta também as experiências de viagens realizadas por dois professores da UFSC, Ilka Boaventura Leite e Nazareno José de Campos, no Deserto de Namibe, no sul de Angola, durante o Projeto Kadila. Na exposição, haverá a exposição do vídeo “Línguas de Angola”, produzido pelo “Projeto Multilinguismos: diálogos com a Educação”, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), coordenado pela professora Cristine Gorski Severo e edição dos estudantes Gregório Tchitutumia e Luiz Fillipe Fernandes.

    A maioria dos estudantes africanos da UFSC é de Angola e a comunidade angolana em Florianópolis é a maior dentre a população local procedente do continente africano. Segundo a organização do evento, há um enorme desconhecimento sobre o país, sobre a sua história e sobre o seu papel e importância na África atual. A exposição será a primeira sobre África realizada no Museu da UFSC e visa cumprir um objetivo educacional e didático relevante. A curadoria é da antropóloga Ilka Boaventura Leite, coordenadora do Instituto Kadila e do Projeto Kadila Culturas e Ambientes (2012-2018), desenvolvido em parceria com a Universidade Agostinho Neto em Angola e financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

    A pesquisa de conteúdo foi realizada pela Associação dos Angolanos em Florianópolis (Assaf), sob a coordenação da atual presidente, Elisa Dulce João Fundanga, apoio dos associados, dentre eles, Laurindo Virgílio Rafael, estudante angolano da UFSC. A exposição está sendo realizada pelo Instituto Kadila de Estudos Africanos e das Diásporas e a Assaf, com apoio do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), do MArquE, da Secretaria de Cultura, Arte e Esporte (SeCArtE), da Pró-reitoria de Extensão (Proex), da Secretária de Relações Internacionais (Sinter) e do Núcleo de Estudos de Identidades e Relações Interétnicas (NUER).

    A exposição fica aberta ao público de terça a sexta-feira, das 7h às 19h, até início de fevereiro. As visitas mediadas podem ser agendadas com a administração do Museu pelo e-mail visita.marque@contato.ufsc.br ou telefone/WhatsApp (48) 3721-6421.


  • Instituto Kadila convida para o evento “Das guerras coloniais às crises políticas atuais em África”

    No dia 11 de novembro, às 9h (horário de Brasília) e 14h (horário de Moçambique), será transmitida a conferência “Das guerras coloniais às crises políticas atuais em África”, como parte da edição de 2025 do Seminário Anual Kadila.

    Seguindo a tradição iniciada em 2022, o Instituto mantém a realização do Seminário Anual com o propósito de discutir temas de grande relevância para os estudos africanos. Nesta edição, o foco será refletir sobre as inquietações constantes de estudantes, professores e comunidade em geral acerca da realidade atual do continente africano, analisando os impactos históricos da colonização e seus desdobramentos na vida das pessoas, nas instituições e nos países africanos.

    O conferencista será o ilustre professor e reitor da Universidade Técnica de Moçambique Severino Elias Ngoenha, reconhecido como o mais importante filósofo contemporâneo de Moçambique. Pensador lúcido e engajado, Ngoenha tem dado contribuições fundamentais à filosofia africana contemporânea, com trabalhos que incluem análises críticas dos discursos filosóficos africanos, reflexões sobre a sociedade moçambicana atual e discussões sobre justiça, ecologia e educação.

    O Instituto Kadila busca, através deste evento, realizar a missão que é a de tornar cada dia mais conhecida a ciência e o pensamento africano em nossos meios intelectuais e políticos.

    O evento será coordenado por Ilka Boaventura Leite e terá a mediação de Justo Venâncio Nauva, doutorando em Ciência Política no PPGSP-UFSC. Participam como debatedores: Adna Candido de Paula, professora de Filosofia Africana e Afrodiaspórica da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), e João Lupi, professor associado da Universidade Federal de Santa Catarina com experiência na área de Filosofia, com ênfase em História da Filosofia, Filosofia Medieval e da Religião. 

    🔗 Assista à transmissão clicando aqui.


  • Instituto Kadila convida para a palestra O mesmo e o outro em Valentin-Yves Mudimbe: atmosferas intelectuais, imperialistas e a vontade de verdade em A ideia de África.

    No dia 7 de novembro, às 15h, como parte do evento África Vozes e Pensamentos 2025, o Instituto Kadila  transmitirá a palestra O mesmo e o outro em Valentin-Yves Mudimbe: atmosferas intelectuais, imperialistas e a vontade de verdade em A ideia de África. Esta comunicação pretende abordar o pensamento social de Valentin-Yves Mudimbe (1941-2025), a partir da sua obra A ideia de África (2022). As reflexões se concentram, especialmente, na análise dos capítulos 2, 4 e 5 intitulados: “Qual ideia de África?”, “Domesticação e o conflito de memórias” e “Reprende”, respectivamente. Publicada originalmente em 1999, A ideia de África traça um caminho de reflexões analíticas desenvolvido pelo autor inicialmente no livro A invenção da África ([1988] 2019). Nessas obras, Mudimbe constrói argumentos críticos disciplinares sobre a antropologia, o africanismo e as implicações do projeto marxista na África, entre outros, dialogando com uma tradição intelectual ocidental, nos modos como são concebidos e operacionalizados os regimes discursivos, as representações e ordens de conhecimento sobre a África, em termos de alteridade e objeto de conhecimento da modernidade. Em A ideia de África, o autor se propõe ampliar e dar continuidade não apenas a suas interpretações anteriores sobre a estrutura colonizadora, biblioteca colonial e a problemática de regimes de verdade, está última noção influenciado por Michel Foucault, mas busca tensionar seus argumentos interrogando diversas e situadas atmosferas intelectuais e imperialistas (s. XVII – XX), sem invalidar o que considera ser “a matéria viva de minhas próprias memórias, das coisas vistas, ouvidas e vividas” (Mudimbe, 2022, p. 327). Ele centraliza a questão de uma ideia de África, em uma escala de longo tempo, examinado as conexões, contradições, clivagens e embates dessa ideia nas correlações entre passado e presente, etnologia e colonialismo, alteridade, conversão religiosa e domesticação, identidade e tribalismo, lugares, conflitos e política de memória, estética e arte “primitiva”, imperialismo, poder, subjetividade e vontade de verdade. Esses aspectos, heterogêneos e sensíveis à razão etnológica ocidental e africana, são parte de um processo complexo que, em última instância, exploram e confrontam, de modo radical, a própria intencionalidade e/ou “consideração subjetiva” do autor (Mudimbe, 2022, p. 325), na dialética do mesmo e do outro. A palestra será ministrada por Fanny Longa Romero (UNILAB – Campus dos Malês, Bahia) e terá mediação de Bruno Mafra Ney Reinhardt (Instituto Kadila – UFSC)

    🔗 Você assiste clicando aqui.


  • Instituto Kadila convida para a palestra Relevância, homenagem ao escritor Ngũgĩ wa Thiong’o

     

    ‼️ Amanhã, dia 16 de outubro, às 14h, como parte do evento África Vozes e Pensamentos 2025, o Instituto Kadila  transmitirá a palestra Relevância, uma homenagem ao escritor queniano Ngugi wa Thiong’o. A proposta é dialogar acerca da atualidade e relevância de alguma reflexões apresentadas pelo escritor em 1986, na obra Descolonizando a Mente, para o Brasil e outras regiões das Américas. 

    A palestra será ministrada por Lourdes Martínez Echazábal (USCS – Santa Cruz, Califórnia) e terá mediação de Rosa Elizabeth Acevedo Marin (Instituto Kadila – UFSC)

    🔗 Você assiste clicando aqui.

     


  • Palestra – “Angola: nacionalismo, cultura e literatura”, com o escritor João Melo


  • Nota de pesar: professor Alejandro Labale

    Alejandro Labale

    (7/10/1954 – 3/10/2025)

     

    O Instituto Kadila lamenta a perda do nosso querido colega, o antropólogo Alejandro Raul Gonzalez Labale. Natural da Argentina, Alejandro foi nosso professor visitante durante o primeiro semestre deste ano.

    Licenciado em Antropologia Social pela Universidad Nacional de Misiones/Argentina (1991), era mestre (1996) e doutor (2005) em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Na UFPI, atuava como professor adjunto e desenvolvia pesquisas nas áreas de Antropologia do Conhecimento, Antropologia dos Ambientes Costeiros e Antropologia das Populações Rurais Negras, com especial ênfase em processos de extensão e divulgação do conhecimento, economia solidária e etnicidade.


  • Instituto Kadila convida para a oficina Literatura, Segregação e Racismo na África do Sul

    O Instituto Kadila de Estudos Africanos e das Diásporas, vinculado ao Programa de Pós Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove o evento Literatura, Segregação e Racismo na África do Sul em 6 de outubro, segunda-feira. A oficina será ministrada presencialmene por Evander Ruthieri da Silva no CFH/UFSC.

    A oficina “Literatura, segregação e racismo na África do Sul” propõe uma discussão sobre a formação histórica do regime de segregação racial no sul do continente africano, com foco nas primeiras décadas do século XX. A partir desse panorama, serão analisadas as contribuições de intelectuais sul-africanos como Sol Plaatje e John Dube na criação de grupos e organizações políticas que buscaram enfrentar a violência, o racismo e a exclusão social e política e, ao mesmo tempo, contar uma outra história – recuperando as experiências africanas no passado e no tempo presente.

    A atividade será dividida em duas partes: na primeira, abordaremos o processo de formação do Estado sul-africano e os marcos legais iniciais da segregação, com destaque para a Lei de Terras de 1913. Na segunda parte, discutiremos as trajetórias de Plaatje e Dube, enfatizando, por meio de leituras compartilhadas, o papel da literatura como instrumento de resistência e crítica à ordem segregacionista.

    Inscreva-se clicando aqui.


  • Instituto Kadila convida para a palestra Revista Sul: cenas africanas

    O Instituto Kadila de Estudos Africanos e das Diásporas, vinculado ao Programa de Pós Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove o evento Revista Sul: cenas africanas em 25 de agosto, segunda-feira. A palestra será transmitida online pelo canal do YouTube do instituto às 16h.

    A palestra busca abordar as relações estabelecidas entre a Revista Sul, impresso editado em Florianópolis entre 1948 e 1957, com jovens autores de África, destacadamente os vinculados à Revista Mensagem (Luanda/Lisboa, 1951-1952). Para tanto, reconstrói o fluxo entre os impressos, atentando igualmente à presença de autores do Rio da Prata em um movimento de circulação transnacional de textos e livros a meados de século, conectando Brasil, Angola e Moçambique, mas também Portugal, Argentina e Uruguai.

    Mais informações no Instagram do instituto.